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22 de junho de 2017

UPA Jacarepaguá se destaca no atendimento ao Infarto Agudo do Miocárdio

Décima sexta Unidade de Pronto Atendimento inaugurada no estado, a UPA Jacarepaguá foi a que melhor aplicou no ano passado o protocolo de atendimento a casos de infarto agudo no miocárdio (IAM), implementado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em 2015. Pelo feito, recebeu o título Unidade Amiga do Coração, concedido pelo Programa de Apresentação e Treinamento das Diretrizes de Atendimento das Portas de Entrada de Urgências e Emergências do Infarto Agudo do Miocárdio da SES. Ao longo de 2016, a unidade realizou cerca de 3,5 mil eletrocardiogramas em pacientes que deram entrada com sintomas de IAM e 28 deles receberam o trombolítico, medicamento que bloqueia o processo do infarto, reduzindo em até 40% a taxa de mortalidade das vítimas.

- O uso do trombolítico implicou em uma mudança no protocolo de atendimento dos pacientes que chegam às UPAs com relato de dor torácica. Recentemente, promovemos uma capacitação para cerca de 700 profissionais de nossas unidades com foco na prevenção às doenças cardiovasculares. Com isso, temos um aprimoramento do atendimento ao paciente nas UPAs, que são os locais onde a maioria das pessoas buscam o primeiro atendimento em caso de necessidade - disse o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.

O projeto de atendimento ao IAM foi implementado há dois anos pela SES em todas UPAs do estado com o objetivo de atender de forma mais rápida e eficaz a vítima de infarto e diminuir as chances de óbito ou sequelas no paciente. Em 2016, foram realizados mais de 40 mil eletrocardiogramas digitais nas 57 UPAs do RJ e o trombolítico aplicado em 334 pacientes.

- Sabemos que, para minimizar os riscos do infarto, a vítima tem que ser atendida e medicada nas primeiras duas horas após o início dos sintomas. A agilidade nesse tipo de situação é crucial para um bom resultado. Quanto mais rápido o socorro chegar, melhor - explica o cardiologista Antônio Ribeiro Neto, coordenador do programa e da Linha de Cuidados de Infarto Agudo do Miocárdio da SES.

Ao dar entrada em uma UPA com queixas de dor no peito, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para fazer um eletrocardiograma. O exame é enviado online e em tempo real a uma central que funciona no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, onde é avaliado por cardiologistas de plantão que emitem um laudo. Em até três minutos, o parecer está disponível aos profissionais da UPA, com a indicação - ou não - do uso dos trombolíticos.

- Esse medicamento dissolve o coágulo presente na artéria coronariana e interrompe o processo do infarto, aumentando significativamente as chances de sobrevivência do paciente. Além disso, ajuda a diminuir consideravelmente a possibilidade de sequelas. O infarto é a maior causa de mortes no mundo, por isso o programa é tão importante - ressalta Ribeiro. Segundo ele, estima-se que cerca de mil pessoas dão entrada mensalmente em unidades de saúde públicas e privadas no estado do Rio com sintomas de IAM.

A cuidadora Giovana Portugal, de 42 anos, moradora de Pau da Fome, estava em casa há pouco mais de um mês quando começou a sentir uma forte dor no peito. Diabética e hipertensa, ela desconfiou ser um principio de infarto quando a dor irradiou para os braços e costas, acompanhada de vômitos.

- Trabalho na área da saúde e acho que, por isso, consegui reconhecer que, provavelmente, se tratava de um infarto. A UPA é a unidade mais próxima da minha casa e já levei idosos que eu cuido pra lá, por isso sabia que atendia infartados. Cheguei com muita dor, suando muito e o médico me encaminhou diretamente para o eletrocardiograma. Me aplicaram o trombolítico e tenho certeza de que foi isso que salvou minha vida. Esse diagnóstico rápido e o medicamento fizeram a diferença. Alguns dias depois fui transferida para o IECAC, onde fiz cateterismo. Estou bem, me recuperando. O atendimento foi excelente, me surpreendeu - conta a paciente.

Ao longo desses dois anos do programa, a SES vem promovendo a capacitação dos profissionais de saúde que atuam nas unidades, tornando-os aptos para identificar as vítimas suspeitas de IAM e realizar eletrocardiograma nestes pacientes tão logo deem entrada. O objetivo é que médicos de quaisquer especialidades e enfermeiros tenham conhecimento mais profundo sobre os principais aspectos das doenças cardiovasculares (predominância e formas de prevenção) para que possam tratar e orientar melhor os pacientes atendidos nas UPAs. Nesses dois anos, mais de 1.400 profissionais foram capacitados pelo programa.

Fonte: SES-RJ

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