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05 de fevereiro de 2016

Técnico de enfermagem do Hospital da Melchiades Calazans faz palestra sobre prevenção contra Zika vírus

O combate ao mosquito Aedes aegypti tem sido tema recorrente na conversa dos brasileiros. Isso porque ele é o transmissor do Zika vírus, Dengue e Febre Chikungunya. Como a maioria dos focos do mosquito estão concentrados dentro das residências, a informação é ferramenta fundamental no combate ao Aedes aegypti e exige a participação de toda população, que precisa estar bem embasada e manter uma postura ativa na eliminação dos focos do mosquito.

Para contribuir nesta luta, o técnico de enfermagem do Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans (HEVMC), em Nilópolis, Danilo Florindo, fará uma palestra nesta sexta-feira, dia 05 de fevereiro, tendo como tema Prevenção Contra o Zika Vírus, para os funcionários da unidade, no auditório local.

Serão abordados questões como a origem; o que é; como ocorre a transmissão; quais os sintomas; prevenção e qual a relação com a microcefalia.

Campanha 10 Minutos Salvam Vidas - O vírus da Dengue é transmitido pelo mesmo mosquito que transmite a Zika e a Chikungunya. Portanto, a forma mais eficaz de se prevenir é combatendo o Aedes aegypti, diminuindo ao máximo o número de focos. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro lançou a campanha 10 Minutos Salvam Vidas para incentivar a população a tirar 10 minutos por semana para eliminar os possíveis focos do mosquito em suas casas. A campanha inclui também a produção de material informativo e realização de capacitação para profissionais de saúde das redes pública e privada.

Medidas como armazenar lixo em sacos plásticos fechados; manter a caixa d'água completamente vedada; não deixar água acumulada em calhas e coletores de águas pluviais; recolher recipientes que possam ser reservatórios de água parada, como garrafas, galões, baldes e pneus, conservando-os guardados e ou tampados.

Microcefalia - A Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde informa que de 1º de janeiro de 2015 a 26 de janeiro de 2016 foram registrados 171 casos de microcefalia no estado do Rio de Janeiro. Os números são consolidados após cruzamento de informações extraídas do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e do Relatório de Emergência em Saúde Pública (Resp), ambos do Ministério da Saúde. Em 2014, foram registrados 10 casos da malformação no RJ, segundo o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC).

Dos 171 casos, 137 são de bebês já nascidos e os outros 34 são referentes ao período intrauterino. Deste total, 57 mulheres relataram histórico de manchas vermelhas pelo corpo ao longo da gravidez. A Secretaria esclarece que, por causa do novo protocolo de vigilância estabelecido pelo Ministério da Saúde, que considera a microcefalia em bebês com perímetro cefálico menos ou igual a 32 cm, a Superintendência de Vigilância Epidemiológica realizou uma revisão de todos os casos registrados no Relatório de Emergência em Saúde Pública de modo a verificar as notificações que se enquadravam na nova definição de caso. Para fins de vigilância, os casos com nascimento até maio/2015 e que não se encontram dentro da definição citada foram excluídos. A data definida para exclusão leva em conta a época do início da circulação do vírus Zika no estado do Rio de Janeiro.

Desde 18 de novembro de 2015, quando se tornou obrigatório no estado a notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele (exantema), já foram notificados 3.082 casos de grávidas com exantema. Até o momento, 154 tiveram a confirmação de Zika vírus, mas ainda não há confirmação se os fetos apresentam microcefalia. Importante ressaltar que o resultado positivo para Zika vírus não configura a existência de microcefalia e que essas gestantes serão monitoradas até o final da gestação.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde acrescenta que, desde junho de 2015, quando tornou obrigatória a notificação de casos de síndromes neurológicas agudas com histórico de manchas vermelhas (exantema) no estado, foram notificados 13 casos da Síndrome de Guillain-Barré no RJ, sendo que sete deles possuem relato de exantema, quatro seguem em processo de investigação e dois foram descartados.

Como notificar - A notificação deve ser feita por profissionais de saúde em até 24 horas após identificação de gestantes que tenham apresentado relato de manchas vermelhas pelo corpo, independente da idade gestacional. Para notificar basta enviar um e-mail para o endereço notifica@saude.rj.gov.br , ligar para os telefones (21) 2333-3993, (21) 2333-3996, (21) 98596-6553 ou preencher o formulário online disponível no sitehttp://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=23642" target="_blank" style="color: rgb(17, 85, 204);"> www.riocomsaude.com.br/exantema, http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=23642

 

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