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01 de dezembro de 2015

Esclareça os principais mitos e tabus sobre amamentação

A bonita imagem da mãe amamentando o bebê, que povoa o imaginário das pessoas, muitas vezes não corresponde à realidade. Após realizarem o sonho de ser mãe, as mulheres podem enfrentar dificuldades para amamentar. O problema é mais comum do que se imagina, e entre as principais causas está a desinformação. Para evitar que a amamentação seja prejudicada ou interrompida, todas as oito maternidades dos hospitais da rede estadual de saúde incentivam a prática, com equipes multidisciplinares orientando e tirando dúvidas das mamães. Algumas unidades contam, inclusive, com um Disque Amamentação.

- Todas as dificuldades podem ser resolvidas com informação. Amamentar não é um bicho de sete cabeças, mas tem suas peculiaridades. Muitas vezes, a mulher não sabe amamentar e ainda é mal orientada – afirma Dilza Vallim, chefe clínica da obstetrícia do Hospital da Mulher, em São João de Meriti.

A vendedora Camila Martins, de 26 anos, deu à luz Joaquim no último dia 26 de outubro, no Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), em Niterói. Mas não se sentiu completa: teve baixa produção de leite e não conseguiu amamentar o bebê nos primeiros dias.

- Falei para o meu marido que a primeira parte do meu sonho eu já tinha realizado, só faltava conseguir amamentar. Acho importante esse esclarecimento dado pelo hospital porque às vezes somos influenciadas por nossas familiares por conta da experiência delas, e nem sempre recebemos conselhos corretos - conta Camila, citando o Mamãe Nota 10, programa implantado há dois anos no HEAL com dicas e orientações sobre os primeiros cuidados com os bebês.

Tipos de mamilo - A coordenadora de enfermagem da maternidade do Azevedo Lima, Vanessa Rodrigues, explica que a única causa natural capaz de dificultar a amamentação é a baixa produção de leite, que, no entanto, pode ser revertida. Nem mesmo os diferentes tipos de mamilo (plano, invertido ou semi-invertido, protuso e hipertrófico) impedem o ato de amamentar.

- Quanto mais o bebê suga, mais leite é produzido. Como o leite sai pelo mamilo, isso dá a falsa ideia de que o bebê só precisa pegá-lo para mamar. É importante o bebê abocanhar toda a aréola, região mais escura do seio ao redor do mamilo onde estão os alvéolos mamários responsáveis pela produção de leite, e também os ductos, que transportam o leite – explica Vanessa.

“Meu leite é fraco?” – Membro da Comissão de Apoio e Incentivo ao Aleitamento Materno do Hospital da Mãe, a fisioterapeuta Fernanda Melino, esclarece que não existe leite fraco, e que isso não passa de um mito. O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade é suficiente para o bebê.

- A mamada consiste em três etapas: o leite mais ralo, com aparência de aguado; com proteínas; e a última, com gordura. Para o bebê ficar alimentado, é preciso tomar o leite das três etapas. Por isso, é preciso deixar o bebê à vontade e a mamada só deve ser encerrada quando ele quiser. Pesquisas mostram que o trabalho de orientação sobre amamentação feito no pré-natal tem uma probabilidade maior de garantir o aleitamento exclusivo e ajudá-las a enfrentar as dificuldades iniciais - conta Fernanda.

Outro fator com influência direta na baixa produção de leite dos primeiros dias é o tipo de parto. No normal, há liberação de ocitocina, hormônio relacionado à produção de leite. Por isso, é comum que mulheres submetidas à cesárea tenham um pouco mais de dificuldade para amamentar. Para estimular a produção de ocitocina, é importante a mulher estar relaxada na hora de amamentar e procurar um lugar tranquilo.

Fissuras e leite empedrado, o pesadelo das mães – As temidas fissuras acontecem quando o bebê não abocanha corretamente o peito. Mulheres com fissuras nos mamilos relatam dores terríveis e, consequentemente, incômodo ao amamentar. Por isso, se não forem evitadas ou tratadas, as fissuras podem ser responsáveis pela diminuição ou interrupção da amamentação. Já o empedramento do leite, ocorre em mulheres com grande produção. Uma maneira de evitar o problema é fazer a extração manual do leite.

- As mulheres com fissuras devem passar o próprio leite nos mamilos, pois ele tem propriedades hidratantes. Para dissolver os nódulos causados pelo empedramento, é importante fazer massagens. Compressas de água frias aliviam as dores, mas devem ser usadas com moderação. As de água quente causam alívio momentâneo, mas não são indicadas porque dilatam os ductos e o cérebro entende que é para produzir mais leite – esclarece a coordenadora do Banco de Leite do Hospital Adão Pereira Nunes, Isabel Redigolo.

Como doar leite? – Os hospitais estaduais Rocha Faria e Adão Pereira Nunes possuem bancos de leite humano para auxiliar as pacientes com os filhos internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais. As interessadas em doar o leite excedente, mesmo que não tenham sido atendidas na unidade, devem se cadastrar por telefone. Após o cadastro, as doadoras são orientadas sobre a maneira correta de coletar e armazenar o leite. Semanalmente, uma equipe dos bancos de leite retira a doação em domicílio, dependendo de sua área de abrangência.

O Hospital Rocha Faria fica na Av. Cesário de Melo, nº 3215, Campo Grande. O telefone do banco de leite da unidade é 2333-6797, ramal 280.O Hospital Adão Pereira Nunes está localizado na Rodovia Washington Luiz, s/n (BR-040/Km 109), Jardim Primavera, Duque de Caxias. O telefone do banco de leite é 3675-0910.

Disque-Amamentação para tirar dúvidas – Quatro maternidades de hospitais estaduais oferecem um Disque-Amamentação para que as mulheres possam tirar dúvidas relacionadas ao assunto. No Hospital da Mulher Heloneida Studart, o telefone 2651-9651 fica à disposição do público de segunda a sexta, das 7h às 19h. No Rocha Faria, uma equipe atende pelo telefone 2333-6797, ramal 280, de segunda a sexta, durante 24h, inclusive finais de semana e feriados. No Adão Pereira Nunes, o atendimento pelo telefone 3675-0910 também funciona todos os dias, durante 24h, e até aos feriados. O Hospital da Mãe oferece o serviço apenas para as pacientes que foram atendidas na unidade.

Fonte: SES-RJ

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