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19 de novembro de 2015

Secretaria torna obrigatória notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro publica esta semana uma resolução estadual que torna obrigatória e imediata a notificação de casos de gestantes com manchas vermelhas na pele. Independente da idade gestacional da mulher, esses casos devem ser notificados em até 24 horas. A notificação poderá ser feita através de telefone, email e formulário online e vale tanto para o setor público, como privado, desde postos de saúde, hospitais, clínicas da família até consultórios médicos e secretarias municipais de saúde. A SES prepara ainda uma campanha de prevenção e combate a focos do mosquito Aedes aegypti.

A medida visa traçar o mapa epidemiológico do estado para melhor analisar casos de Zika vírus e uma eventual relação entre a doença e o nascimento de bebês com microcefalia e, assim, auxiliar em políticas públicas de vigilância para preveni-los. Importante ressaltar, no entanto, que o manejo clínico para o tratamento de Zika, assim como para fetos ou recém-nascidos com microcefalia, segue sem alterações, seguindo o já preconizado pelo Ministério da Saúde.

Na semana passada, o Ministério da Saúde decretou Estado de Emergência em Saúde Pública após perceber um aumento dos casos de microcefalia no Nordeste do Brasil. A Secretaria de Estado de Saúde RJ também levou em consideração que em alguns casos de microcefalia investigados nesses estados havia relato de manchas vermelhas na pele das mães durante a gestação. Esse fato pode estar associado a diversas condições clínicas, incluindo doenças infecciosas. Portanto, a necessidade de estabelecer um protocolo de vigilância e adotar medidas de prevenção e controle.

Como notificar - A notificação deve ser feita por profissionais de saúde em até 24 horas após identificação de gestantes que tenham apresentado relato de manchas vermelhas pelo corpo, independente da idade gestacional. Para notificar basta enviar um email para o endereço notifica@saude.rj.gov.br , ligar para os telefones (21) 2333-3993, (21) 2333-3996, (21) 98596-6553 ou preencher o formulário online disponível no site www.riocomsaude.com.br/exantema  ou http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=23642

O que é o zika vírus - O Zika vírus foi descoberto na década de 1940 e Uganda e identificado nas Américas apenas no ano passado. A doença é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue, e causa febrem manchas pelo corpo, coceira, além de dor de cabeça, muscular e nas articulações. O tratamento é hidratação, medicamentos para os sintomas e geralmente o paciente fica curado entre quatro e cinco dias. No entanto, por ser uma doença nova, sem muitos registros na literatura médica, não há até o momento evidências científicas que comprovem a relação entre o vírus em gestantes e o nascimento de crianças com microcefalia. Por isso, fundamental, por precaução, que mulheres grávidas reforcem medidas de proteção individual, como o uso de repelentes e evitar exposição em locais e períodos de maior atividade do mosquito.

O que é microcefalia - A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio menor que o tamanho normal. Na maioria dos casos, é resultado de alguma infecção adquirida pela mãe durante a gravidez, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus, além de abuso de álcool, drogas e em síndromes genéticas como a síndrome de down. Em 90% dos casos, a microcefalia está associada a um atraso no desenvolvimento neurológico, psíquico e/ou motor. Não há como reverter a microcefalia, mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.

Como prevenir - O Zika vírus é transmitido pelo mesmo mosquito que transmite a dengue e a febre Chikungunya. A forma mais eficaz de se prevenir contra a doença é combatendo o Aedes aegypti, diminuindo ao máximo o número de focos. Para isso, é preciso apenas 10 minutos por semana para eliminar os focos, tomando medidas como: armazenar lixo em sacos plásticos fechados; manter a caixa d’água completamente vedada; não deixar água acumulada em calhas e coletores de águas pluviais; recolher recipientes que possam ser reservatórios de água parada, como garrafas, galões, baldes e pneus, conservando-os guardados e ou tampados; encher com areia os pratinhos dos vasos de plantas e tratar água de piscinas e espelhos d’água com cloro são ações importantes que ajudam a evitar a disseminação do vírus transmissor da doença.

Outro cuidado fundamental é a proteção individual de gestantes, com o uso de repelentes, de roupas que previnam o contato com o mosquito e de evitar exposição durante a manhã e final da tarde, períodos em que o Aedes aegypti costuma atacar as vítimas.

Fonte: SES-RJ

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