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12 de novembro de 2015

Secretaria de Estado de Saúde tira dúvidas sobre o Zika vírus

Transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes Aegypit, o Zika Virus chegou ao Brasil este ano. No estado do Rio de Janeiro, a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde foi notificada em maio da confirmação de um caso da doença na capital fluminense. No entanto, como a doença não é de notificação obrigatória pelos municípios, ainda não há números consolidados de casos no estado. O acompanhamento epidemiológico é feito através do monitoramento de unidades de referência. Para esclarecer as dúvidas da população sobre a doença, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, responde as principais perguntas sobre o Zika vírus.

- O que é o Zika vírus?

Alexandre Chieppe: Trata-se de um vírus que foi descoberto pela primeira vez em 1947 em Uganda, na floresta de Zika. Nas Américas, o Zika Vírus somente foi identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no oceano Pacífico, no início de 2014. Em abril de 2015 foi confirmada a circulação do vírus Zika no Brasil.

- Como a pessoa pega Zika vírus?

Alexandre Chieppe: A doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus. A doença não é transmitida de pessoa a pessoa.

- Quais os sintomas do Zika vírus? São os mesmos da dengue?

Alexandre Chieppe: A semelhança com a dengue é em função de alguns sinais e sintomas apresentados pelos pacientes como: febre; manchas pelo corpo com coceira; dor de cabeça e nas articulações, além de enjôo e dores musculares. Um fator diferencial é a presença de olho vermelho em alguns casos de infecção por Zika, geralmente sem incomodar.

- O Zika vírus é uma ameça real para as gestantes?

Apesar de ainda não haver evidencias científicas, em função de ser uma doença nova, vamos orientar os profissionais de serviços de saúde a intensificar a vigilância em gestantes com manchas vermelhas pelo corpo (exantema), assim como reforçar as medidas de proteção individual (indicação de uso de repelentes, evitar exposição nos períodos de maior atividade do mosquito, etc.).

- Qual é a forma de tratamento do Zika vírus?

Alexandre Chieppe: O tratamento é hidratação, medicamentos para os sintomas, analgésicos e antitérmicos que não contenham ácido acetilsalicílico. Geralmente, a pessoa fica curada em cerca de quatro a cinco dias. Já o tempo médio de recuperação dos sinais e sintomas da dengue é de 7 a 10 dias

- Como diferenciar Dengue, Chikungunya e Zika vírus?

Alexandre Chieppe: A diferenciação é feita principalmente através da avaliação clínica. Em alguns casos pode ser necessário realizar exames de sangue para o acompanhamento clínico Quando os sinais e sintomas surgirem, o pacente deve procurar a unidade de saúde mais próxima, para identificação da doença e tratamento se necessário.

- De que forma podemos prevenir o Zika vírus?

Alexandre Chieppe: A forma mais eficaz de se prevenir contra o vírus Zika é combatendo o Aedes aegypti. Medidas como armazenar lixo em sacos plásticos fechados; manter a caixa d’água completamente vedada; não deixar água acumulada em calhas e coletores de águas pluviais; recolher recipientes que possam ser reservatórios de água parada, como garrafas, galões, baldes e pneus, conservando-os guardados e ou tampados; encher com areia os pratinhos dos vasos de plantas e tratar água de piscinas e espelhos d’água com cloro são ações importantes e que ajudam a evitar a disseminação do vírus transmissor da doença. É importante lembrar que bastam dez minutos por semana para impedir que sejam formados criadouros do mosquito.

- Que ações o estado vai adotar para evitar uma epidemia de Zika vírus?

Alexandre Chieppe: A campanha dos 10 minutos contra a dengue, este ano, passa a incluir doenças como Zika e Chikungunya, também transmitidas pelo Aedes aegypti. A participação de todos é fundamental, tendo em vista os hábitos domésticos do mosquito. Todas as ações complementares, como uso do fumacê, uso de larvicidas e as visitas domiciliares pelos agentes de controle de endemias serão mantidas, mas não serão suficientes se cada um não cuidar adequadamente das suas casas. Certamente o desafio agora é ainda muito maior.

Fonte: SES-RJ

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