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08 de março de 2016

No Dia Internacional da Mulher, mães contam suas lutas para superar gravidez de risco e acompanhar a recuperação de seus bebês na UTI

No dia 10 de fevereiro, a dona de casa Karen da Silva deu entrada no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (HEMHS), com um quadro de pré-eclâmpsia. Aos 25 anos, esta é a segunda vez que a jovem passa por esta experiência. Na gestação de seu primeiro filho, hoje com 8 anos, ela também desenvolveu o quadro de pressão arterial elevada. O que mudou em relação à outra experiência foi que, desta vez, a paciente teve a oportunidade de ter a sua gravidez, parto e pós-parto acompanhados por profissionais especializados no cuidado de gestantes e bebês de alto risco, como é o seu caso. Além disso, o hospital conta com uma infraestrutura de 59 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto e Neonatal e Unidade Intermediária (UI) Neonatal.

Moradora de São João de Meriti, Karen passou alguns dias internadas no HEMHS para que o final da sua gestação pudesse ser monitorado pelos médicos até o parto. Com o nascimento de Cauã, o pequeno precisou ser levado à UTI, pois seu pulmão ainda não estava totalmente formado. Após 15 dias, o bebê foi encaminhado à UI e agora espera ganhar peso para poder, finalmente, ir para casa.

- Além do excelente trabalho que a toda a equipe do Hospital da Mulher fez para que eu tivesse um parto seguro e meu filho fosse bem cuidado no período em que ficou na UTI, o que mais me impressionou foi o apoio que recebi dos profissionais, que explicavam cada fase do tratamento do Cauã, além de permitir e incentivar que eu ficasse no hospital para estar perto do meu bebê, amamentando e dando carinho a ele - relata Karen.

O HEMHS realiza, em média, 400 partos por mês e 8 mil atendimentos. Um dos diferenciais da unidade é a Casa da Mãe , lugar onde a puérpera fica hospedada caso seu bebê precise permanecer internado para cuidados na UTI ou na UI. O espaço recebe mulheres que moram longe da unidade - mínimo de 50 km de distância - ou em lugares de difícil acesso e permite que essas mães fiquem próximas aos filhos que estão internados, garantindo, com isso, o contato e o aleitamento tão importantes na recuperação dos recém-nascidos. Lá, é oferecido à mãe local para dormir, fazer refeições e tomar banho. Mais de 75% das pacientes que dão à luz na unidade são moradoras na Baixada Fluminense.

Passar pela experiência de ter um filho levado à UTI logo após o parto é motivo de tristeza para muitas mulheres, que sonham durante meses com a chegada de seus pequenos. Por isso, o cuidado que estas pacientes demandam não se restringe à assistência médica, como explica o diretor da unidade, Helton Setta.

- O Hospital da Mulher foi pensado para atender gestantes e bebês de alto risco em uma das regiões do estado que mais demanda por este tipo de assistência. A experiência de dirigir este hospital nos trouxe a percepção do quanto a carência destas mulheres vai além da questão assistencial e podemos comprovar isso em números - cerca de 10% das gestantes que dão à luz aqui tem idade inferior a 17 anos. Ou seja, são meninas que, na maioria das vezes, não planejaram a gravidez e estão despreparadas para exercer a maternidade. Então, precisamos ampará-las emocionalmente, ensiná-las sobre direitos e deveres das mães e bebês e cuidados com o filho, falar sobre aleitamento e métodos contraceptivos - explica o dr. Setta .

O hospital conta com um programa voltado para a questão do planejamento familiar e disponibiliza, além de informações, diversos métodos contraceptivos às pacientes que desejarem utilizá-los.

Superação - A vendedora Juliana da Vitória, de 25 anos, é mais um exemplo de força e superação. Moradora de Nilópolis, ela deu entrada no Hospital da Mulher em 12 de janeiro, na 27 º semana de gestação, com quadro de pressão alta. Acompanhada pela equipe multiprofissional, ela deu à luz Alicia, no dia 25 de fevereiro. O bebê precisou passar pela UTI e agora está na UI. Mãe de primeira viagem, Juliana conta que a experiência de ver sua filha lutar pela vida a deixou mais forte.

- Desde que Alicia nasceu eu não saí de perto dela em nenhum momento, pois acredito que, juntas, damos força uma a outra. Sei que agora falta pouco para irmos para casa e a única lembrança que quero levar daqui é a gratidão que tenho por todos os profissionais de dedicaram o seu tempo e o seu trabalho para salvar a vida da minha filha. Isso ficará no meu coração para sempre - conta Juliana, com lágrimas nos olhos.

 

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