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13 de março de 2017

Cláudia Feitosa, uma rotina de dedicação e amor no Hospital Estadual da Mãe

O dia a dia de quem trabalha em unidades de saúde nem sempre é fácil. Poucas são as áreas capazes de proporcionar o brilho no olho, o sorriso escancarado e o suspiro aliviado da missão cumprida. O dever de tratar, proporcionar mais qualidade e salvar vidas é permeado por desafios e recompensas. As mulheres representam cerca de 70% da força de trabalho na rede estadual de saúde: do total de 31 mil colaboradores, a pasta conta com mais de 22 mil mulheres. Elas estão em todos os lugares, seja no centro cirúrgico com o bisturi ou na copa preparando os alimentos. Ao longo do mês de março, vamos contar a história de cinco mulheres que fazem toda a diferença na Secretaria de Estado de Saúde.

A leveza e a garra da coordenadora de neonatologia do Hospital Estadual da Mãe

Quando estava no ventre da mãe, uma pessoa profetizou: é uma menina e vai ser médica. E assim se fez. Cláudia Feitosa sempre soube que profissão escolheria e não mediu esforços para conquistá-la. Com a mãe, dona Araci, Cláudia aprendeu na prática que pra vencer é preciso ter ousadia. De uma cidade diminuta no Amazonas chamada Paraná da Eva, Araci fugiu do pai aos 15 anos para estudar no Rio de Janeiro, se casou e ajudou o marido a sustentar as duas filhas trabalhando como datilógrafa.

- Meus pais são uma grande referência. É impossível contar minha história sem falar de minha mãe, a força, a praticidade, meu pai, a doçura - contou emocionada.

Como morava em um quarto e sala no Catete, Cláudia passou muitas horas estudando no banheiro de casa. Em 1985 ela se formou em medicina pela Universidade Federal Fluminense. Antes de assumir o setor de neonatologia do Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, a médica passou por várias instituições públicas e privadas.

-A medicina me deu tudo o que eu tenho hoje , cuidei dos meus pais até o final, minha filha tem oportunidades que eu não tive graças à medicina e consigo ajudar meus sobrinhos, minha irmã. É um trabalho difícil porque você lida com o sofrimento das pessoas muito de perto, mas também é muito especial - disse a médica.

Cláudia se formou em medicina em uma época em que os cursos eram quase inacessíveis, especialmente para as mulheres com poucos recursos. Ela sabe que o mundo mudou, mas tem certeza de que ainda há muito a fazer.

- Hoje a mulher pode estar onde ela quiser. Pode dirigir caminhões, pilotar aviões, pode ser urologista, pediatra, mas a luta não acabou e é diária. A luta continua para as mulheres magras, gordas, transexuais, pobres, negras, o mundo não é igual e é preciso ter força sempre, todos os dias - concluiu.

Fonte: SES

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