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03 de novembro de 2015

Médicos da OSS HMTJ apresentam estudos desenvolvidos em hospitais da rede estadual no maior congresso de ginecologia de obstetrícia do mundo

Unidades públicas de saúde que são referência em serviços de baixa, média e alta complexidades no atendimento de gestantes e bebês localizadas na Baixada Fluminense, um dos locais de maior densidade populacional do estado, serviram como base para que um grupo de profissionais de saúde que trabalham no Hospital Estadual da Mãe (HEM), em Mesquita, e no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (HEMHS), em São João de Meriti, desenvolvessem estudos, que têm como objetivo conhecer melhor o perfil das pacientes e, por consequência, aprimorar a assistência oferecida à população usuária do SUS.

Dos cincos estudos que foram apresentados em forma de artigo no XXI Congresso Mundial da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) - International Federation of Gynecology and Obstetrics, que acaba de ser realizado no Canadá e é o maior do mundo nesta área, três foram desenvolvidos no Hospital da Mãe. O primeiro trata sobre a prevalência de cesarianas, com análise de casos da unidade, entre 2012 e 2014, onde este indicador chegou a 24%, muito abaixo da média nacional que é de 53%, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para se ter uma ideia, só Brasil e Chipre apresentam taxa de cesariana maior que parto normal em todo mundo. Na contramão desta realidade, o Hospital da Mãe é uma prova que é possível oferecer parto normal com qualidade na assistência, segurança e conforto às gestantes e é hoje a unidade de saúde do estado com maior taxa de parto normal.

O segundo artigo demostrou a influência da Comissão de Apoio e Incentivo ao Aleitamento Materno dentro da unidade de saúde, como ferramenta determinante para que o aleitamento exclusivo feito pela mãe seja opção escolhida pela maioria das mulheres no primeiro contato com o bebê. Os dados apurados no Hospital da Mãe, em fevereiro de 2015, com 377 pacientes endossam esta afirmação – 99,22% das mulheres optaram pelo aleitamento materno. Muito além do que dar suporte à mãe neste primeiro momento, a comissão trabalha para informar as famílias, apoiar as mães para que a aleitamento materno exclusivo seja mantido nos primeiros seis meses de vida do bebê, além de capacitar os profissionais de saúde para que atuem como multiplicadores desta prática.

O terceiro tema analisado foi sobre morte fetal, em que foram estudados os casos existentes no HEM no período de 2014, em um total de 31 óbitos, dos quais, pode-se concluir que: 48% tiveram causa indeterminada; 29% de origem fetal; 10% alteração de placenta em anexo e 13% de causa materna. Sobre o perfil das gestantes: 32% eram adolescentes com até 19 anos; 84% fizeram pré-natal inadequado; 29% tinham sífilis, sendo que deste total 89% não receberam tratamento. Este estudo concluiu que a maior parte dos óbitos fetais poderiam ser evitados se houvesse uma maior qualidade na assistência pré-natal.

Já no Hospital Estadual da Mulher um dos temas escolhidos foi a análise do perfil do parto em uma unidade de referência em alto risco materno​, na Baixada Fluminense. Para a equipe, esta foi uma oportunidade de levar aos profissionais de todo o mundo um pouco da experiência exitosa da unidade, que consegue oferecer assistência em saúde de alta qualidade, por contar com uma equipe qualificada e infraestrutura adequada para oferecer atendimento de alta complexidade para gestantes e bebês, mesmo em um entorno onde há prevalência de pobreza e desinformação por parte da população.

O segundo artigo apresentado pela HEMHS foi baseado em um estudo de um caso raro de choque tóxico em paciente de ginecologia. Casos com tamanha raridade são estudados e apresentados em congressos para que outros profissionais tomem conhecimento, analisem a evolução e discutam a melhor forma de tratar situações semelhantes.

Entre os profissionais que participaram dos estudos estão: Sergio Teixeira, Alfredo Cunha, Maria Nascimento, Eduardo Gerde, Claudia Feitosa, Carlos Nunes, Fernanda Melino, Fabiana Ferreira, Anna Paola Aurílio, Mariana Batista, Valéria Tavares, Valéria Lira, Angélica Muniz, Claudio Soeiro, Monique Glinardello, Philippe Souza, Ana Teresa Derraik, Bernardo Ferraro, Dilza Vallim, Leandro Abreu, Leticia Lopes, Bruno Kozlowski, Tainá Moura, Jussara Novaes, Helder Konrad e Angela Muniz.

Educação e pesquisa – O HMTJ tem como um dos pilares de sua gestão o investimento constante na formação e atualização de seus profissionais. Em 2015, o grupo criou o Instituto de Educação e Pesquisa (IEP-HMTJ), que tem como objetivo a promoção do avanço científico e tecnológico na área de saúde. Composto por membros titulados, o instituto busca oferecer ferramentas que estimulem o desenvolvimento de seus funcionários, com objetivo de atender a missão da organização, que é oferta da assistência à saúde com excelência, qualidade, humanização, sustentabilidade e transparência.

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