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25 de fevereiro de 2015

Hospitais Melchiades Calazans e Albert Schweitzer fazem da assistência humanizada uma ferramenta no tratamento dos bebês

Aos 19 anos, Monique Conceição passa os dias no Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans (HEVMC) ao lado da pequena Maria Luiza. Prematuro, o bebê nasceu em 30 de dezembro, pesando 1,1 kg, e passou quase 20 dias na UTI Neonatal até ser transferida à Unidade Intermediária (UI), onde vem ganhando peso antes de receber alta.

Desde então, Monique vem dividindo seus dias entre o acompanhamento do bebê e o filho mais velho, de pouco mais de dois anos, com quem fica à noite em casa. Os dias são dedicados à Maria Luiza: no HEVMC, Monique conta com o Espaço da Mãe, local preparado para acomodar mães que, como ela, precisam estar perto de seus bebês internados. A ideia é estimular a permanência das mulheres para fortalecer o vínculo entre ambos, garantir amamentação e prepará-las para cuidar dos pequenos. O hospital, localizado em Nilópolis, conta com maternidade de alta complexidade, com 15 leitos de UTI e UI Neonatal. Por mês, são realizados cerca de 120 partos.

- Aqui, converso com a equipe que cuida da minha filha diariamente. Eles me explicam sobre o tratamento e me estimulam a ficar perto dela e amamentar. Hoje, ela foi colocada na redinha dentro da incubadora pela primeira vez e eu acompanhei tudo. Pude perceber que ela ficou mais calma - conta Monique.

Já no Hospital Estadual Albert Schweitzer (HEAS), em Realengo, o projeto Pais Cangurus foi introduzido na rotina da UTI e UI Neonatal. Nestes setores, são atendidos, em média, 50 bebês por mês. Pamela de Souza, de 18 anos, deu à luz Davi Pietro, pesando pouco mais de 1,1 kg, em 03 de janeiro. Internado na UTI, Davi passa horas no colo da mãe, visando estimular o contato pele a pele entre a mãe e o bebê.

- Sinto que o Davi fica mais tranquilo quando está no meu colo. Posso acompanhar o tratamento e o desenvolvimento dele - relata a jovem.

Assistência humanizada

O banho de ofurô é outra iniciativa voltada para a humanização no HEAS e é indicado aos pequenos pacientes que apresentam um grau maior de irritabilidade. Um estudo desenvolvido pelo coordenador médico da UTI e UI Neonatal do hospital, Daniel Hilário, observou 10 bebês que foram submetidos aos banhos associados à terapia por movimentos cinestesicos. O resultado foi apresentado no Congresso Brasileiro de Perinatologia denominado Efeitos Fisiológicos da Terapia Aquática, em novembro de 2014. Foi possível constatar que, em 100% dos casos, houve diminuição da frequência cardíaca, melhora na oxigenação e redução da dor nos pacientes.

- A literatura médica nos mostra estudos que evidenciam que bebês que recebem assistência humanizada respondem melhor ao tratamento e permanecem menos tempo internados. Ou seja, humanizar o ambiente hospitalar vai além de deixá-lo bonito. Seu beneficio tem ação direta na recuperação dos pacientes - explica Hilário.

 

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