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21 de maio de 2015

Hospital da Mulher oferece capacitação em NTG aos municípios do Estado

O Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (HMHS), em São João de Meriti, realiza nesta quinta-feira, dia 21, o VIII Seminário de Treinamento dos Profissionais de Saúde dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro em Doença Trofoblástica Gestacional, conhecida como NTG. A unidade é o centro de referência estadual no atendimento de mulheres com este diagnóstico e o objetivo do evento é reforçar a capacitação dos profissionais da Atenção Básica e das maternidades municipais para que identifiquem os sintomas, façam o diagnóstico e encaminhem as pacientes ao HMHS para tratamento.

A Doença Trofoblástica Gestacional é normalmente identificada após um período de atraso menstrual, quando a mulher faz exame de gravidez, apresenta sangramento e, após realizar ultrassom, descobre que em vez de estar grávida, ela tem uma mola hidatiforme, que é um tumor que pode se tornar maligno.

- A NTG é curável quando diagnosticada precocemente e tratada. Não se justifica, na atualidade, que mulheres jovens, com futuro reprodutivo, vejam seus projetos de vida interrompidos. Nosso trabalho tem proporcionado o retorno delas às suas famílias e muitas têm outros filhos após o tratamento –, explica a coordenadora do serviço, Ângela Belfort.

O tratamento é feito através da retirada da mola por meio de aspiração e a mulher é acompanhada por um tempo que varia entre 6 meses e 1 ano. Em 20% a 30% dos casos, o quadro evolui para um câncer e a paciente precisa ainda passar por um tratamento de quimioterapia e é acompanhada por mais dois anos e, idealmente, uma vez por ano pelo resto da vida. Desde que o Centro de Referência de Neoplasia Trofoblastica Gestacional começou a funcionar no hospital, em abril de 2012, já foram atendidas mais de 3 mil pacientes. A equipe é formada por oncologistas, ginecologistas e obstetras, além de enfermeiros.

- Esta capacitação que estamos recebendo hoje é de grande importância para que possamos diagnosticar casos de NTG e encaminharmos o mais rápido possível para tratamento, pois isso aumenta muito as chances de cura das pacientes, diz Cristina Candinelli, médica da família do município de Macaé.

Sobre o HMHS – Inaugurado em 2010, o Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart oferece assistência para gestantes e bebês de alto risco. A unidade realiza, em média, 8 mil atendimentos e 400 partos mensais e apresenta indicadores compatíveis com unidades de saúde de padrão internacional, como a taxa média de mortalidade de pacientes internadas na UTI Materna, que é de 1,9%. Para se ter uma ideia, segundo a literatura médica internacional, o índice de mortalidade para pacientes com este perfil de gravidade é de 8,4%. O HMHS conta com 59 leitos de UTI Adulto e Neonatal e UI Neonatal, além de uma equipe altamente especializada.

Gestão - Desde abril de 2012, a Secretaria de Estado de Saúde vem reorientando o modelo de gestão e atenção à saúde no Estado do Rio de Janeiro no intuito de melhorar a prestação dos serviços e a satisfação do usuário. A implementação dessa nova forma de administração tem como objetivos reduzir custo, melhorar a gestão e garantir um atendimento de qualidade à população. O Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart passou a ser gerenciado pela Organização Social de Saúde Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (OSS HMTJ), fornecendo todos os recursos humanos e materiais necessários ao adequado funcionamento do hospital, dentro dos parâmetros e diretrizes estabelecidos pela Secretaria.

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