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17 de junho de 2014

Hospital da Mãe, em Mesquita, completa dois anos com mais de 10 mil partos realizados

Alessandra Costa deu à luz Pedro no Hospital Estadual da MãeO Hospital Estadual da Mãe de Mesquita (HEM) acaba de completar dois anos, com muitos motivos para comemorar. Neste período foram realizados 10.192 partos, sendo 7.612 partos normais, ou seja, 74,6% dos procedimentos. Também foram feitos 153.242 atendimentos ambulatoriais e 22.490 exames de ultrassom. Outro dado que é motivo de orgulho para equipe de multiprofissionais é a pesquisa de satisfação dos pacientes, implementada desde a inauguração do HEM. No último mês de maio, por exemplo, 99,7% das pessoas que responderam o questionário, em um total de 1.277 entrevistados, classificaram o atendimento na unidade como sendo bom ou ótimo.

Números como estes refletem a importância que o Hospital da Mãe de Mesquita tem à Baixada Fluminense, onde é a principal referência no atendimento de gestantes e bebês de baixo risco. A dona de casa Alessandra Costa, de 29 anos, ilustra bem esta mudança. Moradora de Mesquita, há 6 anos ela precisou recorrer a uma unidade de saúde em Vila Isabel para dar à luz ao 1º filho. Desta vez, Alessandra fez o pré-natal e o parto no Hospital da Mãe, perto da sua casa.

- Durante o pré-natal fui examinada pelos médicos, fiz exames e recebi informações de vários profissionais sobre os cuidados com a gravidez e o bebê, como a nutricionista que me ajudou a manter o peso. Outra vantagem é que, desta vez, fiz parto normal e percebo como a minha recuperação foi bem mais rápida – descreve Alessandra, que acaba de dar à luz Pedro, que nasceu com 2,4 kg e 45 cm.

Nestes dois anos, o Hospital Estadual da Mãe consolidou a oferta de uma assistência humanizada, onde as gestantes contam com toda a estrutura necessária para realizar um pré-natal saudável, com acompanhamento de médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas e são incentivadas a realizar o parto normal, dispondo de recursos não farmacológicos para alívio da dor, entre eles, massagem, exercícios de fisioterapia, respiração e caminhada. O HEM dispõe de 70 leitos de internação, 8 leitos de UI Neonatal e 12 salas de PPP - local onde a gestante é encaminhada quando já está prestes a dar à luz, junto com um acompanhante e tem acesso a métodos que vão ajudá-la na hora do parto, além de leitos de recuperação pós-anestesia, assistência aos recém-nascidos e centro cirúrgico.

- Ao longo desses dois anos, implementamos serviços para atender o perfil das nossas pacientes, como é caso do atendimento às adolescentes, que engloba desde a orientação sobre as mudanças fisiológicas, até direito civis da gestante e continuidade dos estudos; fisioterapia no pré-natal para alívio da dor; orientações para mães de 1º filho; planejamento familiar e incentivo constante à amamentação, inclusive com a criação de um ambulatório para orientar e tirar dúvidas de mães que sintam dificuldade de amamentar, após terem recebido alta do hospital– detalha o diretor da unidade, Sergio Teixeira.

Capacitação – Em agosto de 2012, o HEM inaugurou o Centro de Estudos e Pesquisas, visando coordenar eventos científicos em parceria com outras unidades de saúde, como os Hospitais Estaduais da Mulher Heloneida Studart, Melchiades Calazans e Albert Schweitzer. No local são realizadas palestras de capacitação e atualização da equipe, além de oferecer oportunidade para que os profissionais da rede básica de saúde e estudantes da região participem dos encontros.

Investimento em pesquisa - Uma equipe de profissionais do Hospital da Mãe realizou duas pesquisas que foram apresentadas, em novembro de 2013, no 55º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia. Os temas dos estudos foram "Óbitos Fetais por Sífilis" e "Epidemiologia dos Óbitos Fetais" e os assuntos foram escolhidos em função da alta indecência de pacientes com Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e as condições de saúde das gestantes na Baixada Fluminense. O objetivo é que os trabalhos forneçam subsídios para a elaboração de estratégias públicas de saúde à população. Os dados foram coletados entre 1.200 mulheres, por meio de entrevistas, análise laboratorial e de prontuários. Nos resultados obtidos sobre a incidência de sífilis, por exemplo, foi possível observar que apenas 28,6% das gestantes realizaram teste para identificar a presença da doença durante o pré-natal e que no momento da internação, 37,8% delas obtiveram resultado positivo para a presença da doença. O tratamento da sífilis durante o pré-natal poderia reduzir a incidência de casos de morte de bebês ou o número de partos prematuros.

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