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09 de setembro de 2013

Crianças acima do peso precisam de apoio e incentivo da família, escola e colegas para superar este problema


O crescimento no número de obesos no mundo há tempos é tratado como uma questão de saúde pública. O que antes era um mal que atingia adultos, hoje é cada vez mais presente também entre crianças e adolescentes. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, três em cada 10 crianças brasileiras em idade escolar são obesas. Entre as principais causas estão à falta de exercícios, hábitos alimentares inadequados, ansiedade e vida familiar conturbada. O sedentarismo fica ainda mais difícil de ser combatido com crianças que passaram horas assistindo televisão ou na internet.

Segundo os médicos, criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chance de ser um adulto obeso; em idade escolar, 50%; caso continue muito gorda na adolescência, as probabilidades de crescer obesa sobem para 80%".

É comum encontrar entre estes pacientes quadros de colesterol alto e tendência a diabetes, antes problemas relacionados a adultos. O sobrepeso aumenta também as chances de problemas ortopédicos, infecções respiratórias e de pele. Além disso, elas precisam lidar com apelidos, gozação, preconceito, o que interfere diretamente na autoestima, gera conflitos emocionais que interferem no convívio social e na vida escolar.

Prevenção é o melhor caminho - É importante que os pais mantenham-se atentos para evitar que a criança ganhe peso exageradamente, afinal, se fazer regime já é difícil para os adultos, imagina para as crianças. Para isso, é necessário que a família mantenha hábitos alimentares saudáveis, evitando manter a geladeira repleta de refrigerantes, biscoitos, doces, salgadinhos e sanduíches.  O melhor caminho é ensinar as crianças sobre a importância de se consumir alimentos saudáveis e oferecer receitas apetitosas, bonitas, coloridas e, principalmente, saudáveis.

Como as crianças crescem rapidamente é possível haver uma oscilação no peso, mas se os pais observarem um ganho exagerado, o melhor caminho é consultar um pediatra, que poderá avaliar a situação da criança e indicar o tratamento adequado. Se ela estiver no limite da obesidade, terá que fazer uma dieta hipocalórica. Caso esteja obesa, o médico costuma pedir exames de colesterol, glicemia e hormônios da tireoide, além de checar se há complicações respiratórias, como apnéia do sono.

Sinais de que a criança está sofrendo com o excesso de peso:

  • Alta ansiedade: Come rápido, várias vezes e em grandes quantidades;
  • Baixa autoestima: Tem vergonha do próprio corpo, reforçada pelo olhar crítico do outro. Cria-se, então, um círculo vicioso - quanto mais se envergonha, mais come;
  • Isolamento: Para evitar o preconceito, a criança tende a ficar sozinha, evitando o convívio social, o que impacta no rendimento escolar.

Buscar apoio de médico, nutricionista, psicólogo são recursos que ajudam a superar a obesidade, mas estas medidas precisam estar associadas ao amparo e incentivo dos pais, professores, colegas e todos que cercam a criança em seu dia-a-dia.

 

 

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